sexta-feira, 22 de março de 2013

Não Vivo de Adeus

Esquece de tudo
Te dou o meu mundo, me deixa voltar
Me dá uma chance
De ser melhor que antes
Eu preciso te amar

Eu vejo seu corpo nos braços de outro e perco meu chão
Desse jeito eu não quero, mesmo assim eu te espero
Em minha solidão
Tô perdido de amor e não dá pra fugir

Eu vou e me entrego, já sou todo seu
Me dou e não nego, não vivo de adeus
Não sei o que faço pra te ter aqui

(Refrão)
Me dá seu amor, eu te quero pra mim
Vem tirar a dor que me domina assim
Por que não consigo te tirar da cabeça
Me dê um aviso, me mande um sinal
Nem que seja apenas na caixa postal
Só não vá pedir por favor que eu te esqueça

sábado, 16 de março de 2013

Banana Split

Seu olhar está em mim para sempre
Eu tentei, te esquecer, mas não deu
Eu tentei te dar tudo de mim, mas não me amou
Eu não sei o que fazer, meu amor

Não se esqueça de lembrar de mim
E do amor que eu te dei
Eu estou num mar azul
Mar azul
Vem me amar, não me deixe assim
O céu está escuro
Não se esqueça de lembrar de mim, amor

Meu amor, eu tentei pintar esse céu
Pra tentar te esquecer, um olhar
Você é minha solidão, me tira dessa escuridão
Me faz te amar e te prender no coração

Não se esqueça de lembrar de mim
E do amor que eu te dei
Eu estou num mar azul
Mar azul
Vem me amar, não me deixe assim
O céu está escuro
Não se esqueça de lembrar de mim, amor

sábado, 9 de março de 2013

Qual será o próximo movimento?

Continuando o assunto explorado no texto anterior, eu deixo uma pergunta no ar: qual será o próximo movimento musical que irá fazer a cabeça dos brasileiros? DEpois da Era de Ouro do Rádio, as gravadoras viram que era rentável e interessante explorar um ritmo até a exaustão. Desde então, tivemos as chamadas "ondas", ou "modismos", ou ainda "ciclos". Apenas uma tendência é que dominava as paradas por muito tempo, o que a intelectualidade chamava de monocultura. Vejam: nos anos 60, tínhamos o samba de morro sendo resgatado, a MPB dos festivais, a Tropicália, o rock psicodélico, e até mesmo os boleros e sambas-canção da chamada música cafona. Mas, embora esses estilos tocassem bastante, as atenções do grande público eram todas para a Jovem Guarda. Na década seguinte, parece que só existia a música de discoteca. Na próxima, vimos a invasão do Rock Brasil, embora a axé-music também tenha feito um sucesso estrondoso. Nos anos 90, com o avanço da tecnologia, os fenômenos tornaram-se mais efêmeros. Numa única década, assistimos as duplas neo-sertanejas, a lambada, o samba romântico paulista, a segunda onda da axé-music, o funk melody carioca, mais uma vez o samba romântico paulista e também o pagode baiano e o forró universitário. Todos esses ritmos fizeram sucesso merecido, pois falavam a linguagem de gente simples e sem apelar comercialmente. Hoje, parece que só querem saber de sertanejo universitário e do tal arrocha... na minha humilde opinião, nenhum chega aos pés dos ritmos mencionados anteriormente. A crítica, que adorava lascar o pau no É O Tchan, hoje defende Michel Teló, Gusttavo Lima e outros como a "renovação da música sertaneja". Letras paupérrimas, repetitivas e um ritmo extremamente chato, sem contar as vozes. Não vou dizer que o pagode atual está melhor, pois não sou hipócrita. Todo mundo sabe que sou pagodeiro, mas coisas como Jeito Moleque me envergonham profundamente. Se fosse para o pagode voltar a ser moda, no lugar dos "sertanejos", eu sinceramente não veria muita diferença. O ideal seria que surgissem grupos, duplas e cantores nos moldes de antigamente. Músicas feitas com o coração e que vinham para ficar. Todo mundo se lembra do Leandro e Leonardo. Quando toca o Tchan numa festa, ninguém fica parado. Basta cantar um refrão do Katinguelê ou do Só Pra Contrariar para todos soltarem a voz juntos. É isso que está faltando hoje: artistas que saibam conciliar o sucesso com a arte; o momentâneo com a posteridade; refrões fáceis e pegajosos, porém atemporais. Alguém arrisca um palpite do que virá?

quarta-feira, 6 de março de 2013

Música brasileira de ontem e de hoje: o que mudou?

O que se ouvia no rádio há cinco, dez, quinze anos? Em todas as tendências musicais populares, havia predominância no romantismo. Tradição herdada dos poetas do século 19, embora adaptada pelos novos compositores como WAndo, Sullivan e Massadas, Carlos Colla, José Augusto etc. Havia até piadas como dizer que "dor de cotovelo" era um tema clichê e que qualquer um poderia fazer para ganhar uns trocados... mas, quem reclamava disso, não esperava que fôssemos tomar novos ares na MPB moderna. Parece que de uma hora para outra, decidimos imitar o que os norte-americanos fazem há pelo menos vinte anos. Valorizar mais a imagem em detrimento do som. A chamada "estética videoclipe" parece estar fazendo a cabeça dos artistas nacionais. Super-produção, tecnologia de ponta, High Definition, sem contar o visual e as participações especiais de atores/atrizes, modelos etc. Sem trocadilho, já vimos esse filme, anos atrás, pois nomes como É O Tchan, Vinny, Sandy e Júnior, ET e Rodolfo, Os Vagabundos, Pepê e Neném, SNZ, KLB, Os Travessos, (a lista não tem fim) já se utilizavam deste recurso inovador e que trazia público. Clipes meio que inspirados no cinema brasileiro de então, até por que esses ídolos costumavam fazer uma ponta nos filmes do Didi e da Xuxa. Mas, embora a estética cinematográfica estivesse lá, a música era predominantemente romântica. A temática amorosa sempre foi predominante, por influência de movimentos literários como o ultra-romantismo do século19 (Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo). Já a sonoridade era calcada na música pop. E hoje, o que mudou? A qualidade da imagem é muito mais avançada, porém as letras das músicas focalizam outros universos. Talvez tenha a ver com as novas demandas, a "nova classe C" abriu um novo nicho de mercado. Notem que as músicas hoje falam de assuntos da classe média (festas, bebedeiras, carros de marca) sob uma visão das classes populares. O amor, um tema simples, ingênuo e banal (no sentido de ter sido amplamente cantado durante anos, o que fez virar clichê) parece ter ficado para trás. Agora o que vale é curtir a vida nas baladas, chamar a namorada de outro para beijar escondido no banheiro ou comprar um camaro amarelo para mostrar que pode ganhar tudo. Ora, não importa! Os clipes são bem-produzidos, os cantores são galãs e música tem que ser boa para paquera, não para ouvir. Os poucos que falam de amor hoje, são alvos de piadas. ULtrapassados e cafonas, como é o sentimento em si... Viva a música moderna e descartável!